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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Os dois brasis e o regresso da humanidade. O emblemático caso do Gari assassinado a sangue frio por um empresário em BH


Nesse texto que agora escrevo, emocionado e indignado, quero comentar sobre o assassinato a sangue frio protagonizado pelo empresário René da Silva Nogueira Junior que fez do Gari Laudemir de Souza Fernandes apenas mais uma vítima do modelo social que o condenou é claro, mas com um símbolo bastante emblemático sobre a dicotomia social sob a qual somos fadados a existir: por um lado, o grupo dos que reivindicam o direito de ser iguais, de ser dignos e de viver; e do outro, o grupo dos que reivindicam o direito de ser superior, de escravizar e de matar, sempre em prejuízo do primeiro grupo.

Quero começar a reflexão partindo de duas frases da canção do MC Bob Rum, “Era só mais um Silva que a estrela não brilha... ele era funkeiro, mas era pai de família” as quais quero reescrever assim: “Era só mais um trabalhador que a estrela não brilha, ele era Gari, mas era pai de família”.  Na música, o personagem sai em apenas mais um domingo de sol, de manhã, pra jogar seu futebol; leva uma rosa pra irmã, dá um beijo nas crianças, promete não demorar e fala pra sua esposa que iria vir pra almoçar. Talvez bem parecido com o caso de Laudemir, pois era pra ser apenas mais uma segunda-feira, de manhã, em sua vida e rotina de trabalho, e me atrevo a imaginar que pelo menos algumas das ações na letra da canção, num contexto familiar, devem ter acontecido, pois, sua esposa e sua filha certamente esperavam vê-lo voltar do trabalho vivo naquele dia.

Trago esse panorama para trazer o foco para nosso modelo cultural que sutilmente validamos todos os dias e todos os dias o tornamos mais cruel e desumano no qual existem os que nasceram vencedores e os que nasceram perdedores... os que são vencedores e os que são perdedores e aqueles que vencem e os que perdem. Infelizmente, nessa dualidade desse modelo social, muitos perdem também a vida.

Nossa sociedade está cheia de casos de Laudemir, um rosto sofrido, um corpo franzino, uma profissão socialmente sem prestígio e uma condição social originária de ser preto, pobre e periférico. Também a sociedade está cheia de René, empresário, bem-sucedido, bem-casado, bonito, corpo malhado e branco, sem esquecer que ele mesmo se define como marido, pai, patriota e, pasmem... cristão.

Este caso e estes dois homens revelam de forma muito emblemática a dualidade social e o condicionamento dos modelos que validamos, pois muitos querem ser o René, muitos querem ter sua beleza, seu corpo, e seu espaço social, pois a imagem dele representa um exemplar daquilo que consideramos “ser alguém na vida”, ser um vencedor, mas pior ainda, ser alguém superior. Por outro lado, olhando para a imagem do Laudemir, o que esse mesmo modelo social nos obriga a ver é a imagem do zé ninguém, do perdedor, e o que é pior ainda,   de alguém inferior. Ninguém tem o Laudemir como uma meta de vida ou como um modelo de sucesso, pois para nosso padrão social, o René representa alguém muito importante e o Laudemir alguém sem importância nenhuma... o fatídico dilema do CEO empresário e o Gari.

Após essa tragédia foi possível o Brasil conhecer não apenas o motivo fútil e sem razão que levou René a assassinar Laudemir, mas também a extensa ficha criminal dele que vai de agressões domésticas contra ex-mulheres a atropelamentos, crimes ainda impunes. Por esses fatos, é necessário afirmar que as contradições das duas imagens desses dois homens devem ganhar um justo significado, pois se retiramos René da sociedade, teremos uma sociedade mais segura, ou seja, ele não fará falta. Mas se retiramos o Laudemir e a categoria de profissionais a que ele pertencia, o que será da sociedade? Olha o colapso que não seria. Por isso, Laudemir, apesar de não ter a graça do modelo dominante, tinha na sua profissão, um relevante serviço social.

O ato de René e o contexto em que ele matou Laudemir escancaram a triste saga social do superior e o inferior. Certamente para René ele estava atirando em um saco de lixo como algo tão insignificante que lhe permitiu, minutos depois, sair com seus cachorros e malhar numa academia porque ele se sente superior e o ser inferior lhe estava atrapalhando. Se formos considerar René que esbanja a imagem de um homem bem-sucedido, é relevante perguntar: que motivos ele tinha para ter ficando tão alterado e não poder esperar alguns instantes enquanto aquele grupo de honrados trabalhadores fazia a limpeza pública? Problemas mentais? Emocionais? Ou de caráter? ... não parece um caráter forjado nesse modelo social em que o vencedor não pode ser confrontado pelo perdedor?

A atitude de René não é um caso isolado, é a amostra da degradação da humanidade. Obriga-nos a refletir que arma não protege, arma mata; que ao contrário da frase “povo armado jamais será escravizado”, o povo armado mata e se mata e lamentavelmente, o homem branco, cristão e cidadão de bem, mata aqueles que considera inferiores.

Ver o outro em um contexto qualquer como um ser inferior faz parte da dicotomia social que a racionalidade humana precisa combater. A desumanização histórica matou e escravizou muitos corpos. Mas a desumanização moderna, nesse contexto de tecnologização da felicidade, da objetificação e da coisificação do outro, reduz de forma tão miseravelmente inferior o outro ser humano, que produz pessoas capazes de matar sem motivos e seguir sua vida normalmente nos minutos seguintes enquanto mais um pai de família, um marido e um trabalhador agoniza até a morte... apenas mais um silva que a estrela não brilha.

Meus sinceros sentimentos a família de Laudemir e minha mais profunda indignação, que a justiça seja firme.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Um congresso cada vez mais aparente nas suas funções típicas e sedento por desvios.

 Uma pergunta provocadora a se fazer quando se quer debater sobre a atuação do congresso brasileiro ou mesmo quando se quer pesquisar e conhecer a respeito dele é -para que serve o congresso?- Com base nessa indagação outras perguntas podem ir surgindo. Afinal, o congresso tem se mostrado muito contraditório nos últimos anos. 

Perguntaríamos, -quais debates o congresso deve fazer? Quais matérias podem ser discutidas nas casas legislativas do nosso país?- Com uma pesquisa rápida nos buscadores é possível qualquer um que o faça se apropriar daquilo que são as atribuições legais do congresso nacional. Resumindo: é discutir todo tipo de matéria que possa ser transformada em lei. -Agora aqui mora o bicho-. No congresso podem ser discutidas leis ilegítimas? É função do congresso legislar pautas que não representam a vontade do povo? E ainda que represente uma vontade de muita gente, o congresso pode se ocupar de debater temas que contrarie direitos fundamentais de algum seguimento social? O congresso pode legislar na contra mão dos reais problemas da nação?

Vamos parar por aqui, pois as indagações são muitas. Nas respostas comecemos por dizer que sim, o congresso pode debater quaisquer matérias que possam ser transformadas em leis, tanto aquelas de práxis como as orçamentárias, como aquelas que representarem alguma demanda social urgente ou necessária. Contudo, se de fato, os parlamentares se ocupassem de pesquisar temas reais como a fome, o desemprego, a desigualdade social, o sistema penitenciário, a questão sanitária, o crime organizado etc. certamente não haveria espaço para as propostas mais asquerosas e destruidoras de direitos como se tem visto nas casas legisladoras. Que o congresso é um espaço de representação plural é algo tão real quanto necessário. Mas isso não impede que de tempos em tempos ou mesmo por um bom tempo ele seja contaminado com representantes de interesses que não são interesse comum, nem social, nem tenham coerência com a dignidade ética da sociedade ou mesmo que grupos organizados e criminosos possam financiar a entrada de gente maldosa nas casas do povo.

Trago para o texto o fato de que nos últimos 7 anos o congresso tem mantido uma tara por perseguir direitos e especialmente nos últimos 4 anos colaborou com um governo, que fez as piores escolhas políticas, a desmontar muitos direitos históricos. A que preço? A sanha por poderes que não são seus, mais precisamente, o controle total do orçamento, tem sido uma trilha perseguida por personagens ilustre da política brasileira com forte representação no congresso. O orçamento secreto que agora não é mais secreto foi um experimento que não deve mais retroceder, que no final acaba sendo apenas gigantes fatias de dinheiro que, como se diz no ditado popular, com este eles já podem contar. Além dos bilhões das emendas e do fundão eleitoral, o loteamento do orçamento da união através da briga por cargos tem sido uma política preferencial de congressistas assanhados e tarados por uma linha ideológica que não representa os interesses do povo.

Acrescente-se a isso o fato de que nas comissões mais nobres do congresso como as de direitos humanos, cidadania e constituição estão sendo postas pautas que no mínimo envergonham aquilo que seria a função do congresso. Os parlamentares deveriam ao menos usar o bom senso de não optar por manter uma chama maldita do separatismo ideológico dentro de um espaço tão importante nos instrumentos da republica que é o congresso. Estamos vendo absurdos sendo discutidos como o fim do casamento homo afetivo, ou uma CPI do MST e ainda pautas para limitar a atuação do SFT que com um básico de intelectualidade se sabe que não passa de uma atitude para oportunizar um debate que, embora descabido, é suficiente para gerar vídeos que alimentam uma horda de internautas e bolhas ideológicas reacionárias e agressivas que pensam às margens do ideal de sociedade e, é preciso que se diga, financiados por estes mesmos políticos ou empresários que financiam esses políticos para contaminar as redes sociais com esse males.

Retomando a pergunta inicial – para que serve o congresso?- vamos responder que certamente não serve para se debater fundamentos de uma religião nem as crenças fundamentalistas, pois o estado é laico e nos países onde a religião está no estado, vemos as piores ações contra direitos humanos, e infelizmente aqui têm uns de extrema direita tarados por um Estado totalitário. O congresso não pode ser palco de discursão para piorar temas que representam direitos pacificados na sociedade como o casamento civil homo afetivo, pois isso é fazer mau uso do cargo público para alimentar um ódio já abundante na sociedade usando um instrumento da democracia. O congresso não pode frear sua função legislativa frente a questões tão necessárias que diz respeito ao combate a fome, a melhorias da educação, ou justiça tributária em troca de avançar no controle do orçamento e do controle de cargos importantes de Estado para fazer barganha política sob pena de temos uma campanha eleitoral interminável.

Por fim, uma pergunta muito importante: como ajudar a mudar o congresso? Eu respondo dizendo que é preciso conhecer o discurso do seu candidato. Primeiro o ato de votar deve ser pensado na atitude de escolher alguém que vai representar temas que, embora sejam plurais, mais devem ter legitimidade social, ter coerência com a situação nacional e que ajudem no crescimento do país com mais inclusão, mais educação, mais renda, mais justiça e não o contrário. A função parlamentar deve se ocupar de debater leis que atendam a todos ou que, ao atentar um grupo, não contrarie direitos nem exclua injustamente outros. O cargo público de legislador não pode ser ocupado por alguém que queira destruir direitos, ou por pessoas que queiram usar o espaço para aumentar o ódio ao outro ou reduzir o acesso a direitos; não podemos escolher congressistas que apostam no caos social, na mentira, no ódio, no preconceito, no fanatismo religioso para com isso apenas lucrar. Tais homens e mulheres maus, sabem que suas tolices, pelo menos por enquanto, não terão vez, mas usarão o salário público, o cargo público para criar vídeos de lacração que os mantenha como um fiel representante de uma bolha ideológica que pode mantê-los no poder fazendo do cargo uma carreira profissional com os recursos públicos e tentando piorar o espaço social brasileiro. A mudança começa pela reflexão sobre os direitos sociais que devem ser de todos sem exceção e o papel do legislador que não pode fugir dessa responsabilidade.

 

sábado, 20 de agosto de 2022

Qual Brasil? Qual Deus? Uma reflexão sobre implícitos da língua portuguesa.

 










Na frase da imagem, de qual Brasil se fala? Do Brasil geográfico ou do Brasil humano?


Se for do Brasil humano, isso inclui os brasileiros desassistidos? Os brasileiros desempregados? Os brasileiros famintos? Os brasileiros injustiçados? Os brasileiros diferentes e os que pensam diferente? Os brasileiros que discordam? Os brasileiros que...

Ou seria o Brasil dos empresários? Ou o Brasil do agronegócio? 

Seria então o Brasil dos políticos? Ou o Brasil de um grupo de políticos?


E o Brasil das minorias?

E o Brasil dos indígenas?

E o Brasil dos sem terras?

E o Brasil dos miseráveis?

E o Brasil dos empregados informais?

E o Brasil dos que vivem no êxodo rural?

E o Brasil dos jovens estudantes?

E o Brasil dos sem teto?

E o Brasil dos "invisiveis?

E o Brasil...?


Será que somos apenas um Brasil?

Será que essa frase representa todos nós?

Será que todos esses "Brasis" estão incluídos na ideia da frase "Brasil acima de tudo?


ACIMA DE TUDO O QUE MESMO?


Seria acima das desigualdades?

Seria acima das injustiças?

Seria acima da inércia estatatal?

Seria acima da fome?

Seria acima da corrupção?


Ou apenas acima dos "inimigos políticos" de um grupo desse Brasil, o da frase?


DEUS ACIMA DE TUDO?


Vixe? E para o Deus de todos nós, seja o cristão ou o das várias formas de religião, está "acima de todos" é preciso que Ele, o Deus, se misture numa campanha política? Ou numa ideia de um grupo político?


Ou será que é uma estratégia de um grupo que quer o Brasil só para si e seus interesses e imagina ser o Deus apenas de seu grupo?


Será que esse grupo imagina "de verdade" que o Deus cristão apoia seus ideiais?


De qual Deus se fala na frase?

De qual Brasil se fala na frase?


Mais implícitos são possiveis?


**Texto por Isaque de Freitas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Feliz natal para quem?

 Feliz natal para quem?

No período natalino é comum ouvir desejos de felicitações que mais parecem um mantra... -feliz natal!-... Mas feliz natal para quem? Feliz de que forma?

Para responder as perguntas é preciso tirar as práticas que contaminaram o natal. Bolinhas, pisca-piscas e arvore de natal? Isso trás alguma felicidade? - Papai Noel? -Não me diga! O que essa figura do mercado tem a ver com o natal e com "um feliz natal? Lamento dizer, mas nem os presentes e reuniões familiares passam perto da ideia de natal, ambas as coisas apenas aquecem o mercado e o "espírito natalino" se resume ehm consumo, enfeites e presentes. 

Passar o natal? O que é isso? -vamos lá! ... Se você perguntar, uma grande quantidade de pessoas, após uma indagação bem feita, dirá que natal é nascimento de Jesus. Opa! Então está tudo errado, pelo menos a maioria. Como essas festas, cores, e propagandas vão representar o nascimento de Jesus? Símbolo de natal? O quê? A árvore? Isso é sério?Se o natal é o nascimento de Jesus, então tem-se um incentivo a mais para se refletir a primeira vinda do salvador. Sim! A primeira vinda, pois as profecias anunciam uma segunda vinda do mestre. Desse modo, há que se refletir que, se em sua primeira vinda, nascimento, veio com ele um ideal evangélico de amor ao próximo, de justiça social, denúncia das injustiças; acolhida aos excluídos, perdão, partilha e... a lista segue. O interessante dos referidos ideais evangélicos é que todos têm um propósito comum: nos fazer sair do nosso ego, da nossa zona de conforto e nos dirigir ao próximo para, de algu?m modo, servi-lo. 

Assim, o símbolo do natal é o presépio, e dele, os ideais evangélicos de Jesus em sua primeira vinda que recai como sugestão de seguimento a quem ousar ser cristão. De modo que, pensar em uma segunda vinda do mestre permite fazer a si mesmo alguns questionamentos: o que eu tenho feito para que os ideais de Cristo sejam materializados na minha vida e na vida do meu proximo? Se os ideias evangélicos tivessem sendo aplicados, haveria mais de 1bi de pessoas com fome, sem casa e um número ainda maior de indignidades humanas? 

É urgente que se reflita que "o feliz natal" é um mantra infeliz, pois não tem relação evangélica, nem se dirige aos excluídos, principais preferência do filho de Deus que veio para que todos tivessem vida em abundância. 

Por fim, apenas quando o Espírito Natalino nos fizer mudar de atitudes, apenas quando  houver justiça social que oportunize igualdade e dignidade da pessoa humana é que se poderá falar em natal feliz de verdade. Não passe o natal, pense e viva os ideais trazidos com a primeira vinda de Jesus e esteja preparado para a sendunda vinda.


sábado, 12 de setembro de 2020

POLÍTICA, UM POUCO DE REFLEXÃO.

Farei esta análise com referência de um grande autor que se ocupa em refletir o tema social e usarei algumas comparações metafóricas para fins didáticos. -Para Fanon, as pessoas têm uma tendência natural à relutância, ao passo que se parafrasearmos, possuem uma tendência "naturalizada" a ser líderes e a dominar, em oposição factual de, quase sempre, serem dirigidas, dominadas e deixar-se alienar.


É facilmente inteligível, que as conquistas burguesas, ao longo da história têm precedentes em duas faces distintas e interconectadas: para exemplificar o resultado de perda ou vitória entre dominador e dominado, uso a metáfora de dois lutadores de boxe sem os códigos de ética do jogo, um deles (de aspecto fraco) vence o oponente (de aspecto forte) e o deixa caído no chão; a atitude do vencedor é um tanto de cortesia, ao passo que, já vencedor, tenta ajudar seu amigo (ou oponente) a se levantar. - É nessa parte da luta que jaze um segredo reflexivo de relações mútuas. O fato de o oponente estar caído no chão pode pressupor que ele está vencido, e é obvio em um primeiro momento, mas nada impede que de maneira dissimulada, ele esteja fingindo estar vencido, para no momento oportuno dar seu golpe fatal. 

As lutas de classes têm sido motivos de grandes conquistas e fracassos ao longo dos tempos. Mas o que quero enfaticamente, e até com um caráter sintético, é extrair as duas faces da situação: apesar de vencedor, a aproximação com o oponente deve ser sob medida. 

Assim, NAS LUTAS SOCIAIS, onde as classes menos favorecidas só gozam de algumas ações do governo devido às lutas incansáveis, o sangue derramado e as incessantes cobranças (isto é óbvio), PERMANECE um agravo interno, que desfavorece a emancipação e a vitória verdadeira dos povos proletários, trabalhadores rurais, sindicalistas etc. (para fazer referência ao lutador de caráter mais fraco); ao passo que FAVORECE a supremacia e hegemonia do outro lado da luta: os dominadores e os opressores ( para fazer referencia ao lutador de caráter forte).

Com esses exemplos, entendo que, duas forças precedentes, não naturais, porém naturalizadas, garantem o sucesso das classes dominantes: de um lado está todas as estratégias de dominação, e a posse hereditária do poder, na iniciativa pública e na iniciativa privada, ou na convergência de ambas; de outro lado está a classe dominada, não totalmente organizada, vítima das forças midiáticas dissimuladas e das estratégias neolinguísticas e discursivas dos poderosos que contribuem para o SURGIMENTO DE PESSOAS, das classes desfavorecidas, que se deixam alienar-se (às vezes de maneira consciente), e praticam as mesmas ações do dominador. Tais pessoas são usadas como massa de manobra, para minar a organização da sociedade civil.

Em síntese, não é por causa do aspecto forte do nosso oponente nem é por causa do aspecto fraco das classes pobres, proletárias e trabalhadoras rurais que não temos uma sociedade mais justa, partilhada, progressista, segura, produtiva e emancipada, (vencedora); é  INDISCUTIVELMENTE por causa do apego e da alienação aos costumes do dominador, por parte de alguns dos dominados nas poucas oportunidades que têm, uma arma voluntária (um gol contra) dentro do processo de luta de classes.

domingo, 24 de novembro de 2019

O mal do futuro de ontem e do amanhã.

Grande parte dessa geração de jovens está perdida. Foram ceifados, imbecibilizados e colonizados pela tecnologização do ser e do saber. Vivem uma pós verdade e se fundamentam em suas próprias loucuras ou nos seus ídolos. Amam a futilidade e seus cérebros estão sendo programados todos os dias para serem divulgadores de bobagens. Sua cultura é baseada no louvor do descartável, do imediato e da coisificação do humano. Têm prazer no fracasso alheio e vivem como numa selva com pouca comida: são competidores mortais ente si.
Não há muito o que fazer. A primeira a fracassar foi a família, e consequentemente a escola e infelizmente também a igreja. O mais provável e angustiante é ter que esperar que alguns morram porque farão escolhas perigosas; outros aprendam a lição tardiamente porque farão algumas boas escolhas e uns poucos salvem a intelectualidade da  humanidade porque verão nos outros os erros que não se deve cometer e conservarão o mundo para um futuro incerto.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

LINKS PARA DOWNLOAD DAS AULAS


PRODUÇÃO DE TEXTO
1º ANO
Clique na fórmula C4E1 e reveja a aula sobre o processo de produção de texto.
Clique AQUI para acessar a aula "proposta de redação do Enem2015"
Clique aqui para acessar a aula sobre poema.
Clique para acessar a aula sobre Tipologias Textuais
Clique para acessar a aula sobre Arte - surgimento da cultura
Clique para acessar a aula sobre a Cultura indígena.
2º ANO
3º ANO

PARA 1º, 2º E 3º ANO "DOCUMENTÁRIO" 
Clique aqui para baixar a aula básica sobre documentário.


LÍNGUA PORTUGUESA
1º ANO
clique AQUI para acessar a aula sobre variedades linguísticas, GINCANA.
Clique AQUI para acessar a aula sobre variedade linguísticas.
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2º ANO
Clique AQUI para acessar a aula sobre adjetivos.
3ºANO

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Agricultores Familiares do Assentamento Remanso fazem exposição de seus produtos na Semana de Ciência e Tecnologia do IFMA

Fortes, criativos e determinados como sempre, alguns produtores do Assentamento Remanso, participou do evento Semana de Ciência e Tecnologia do IFMA, expondo e comercializando produtos da agricultura Familiar, desde os naturais como frutas, verduras e hortaliças, até derivados como: doces, geleias, pizza de caju, e sorvetes.
A iniciativa, sob apoio logístico da CPT (comissão Pastoral da Terra) e parceiros, na oportunidade em que se discutia em mesa redonda o tema: "A importância da agricultura Familiar para o desenvolvimento da Região", reforçou a tese de que, se houver políticas de incentivo à produção e comercialização dos produtos oriundos de atividades agrícolas do pequeno produtor, teremos soberania alimentar, saúde alimentar e promoção humana e social no campo para um grande número de pessoas, reduzido problemas como a sucessão e o êxodo rural, a fome, a pobreza e até o crescimento da criminalidade.
A ideia convida à se ter  uma reflexão por parte do poder público à respeito do avanço do agronegócio em detrimento da necessidade de fortalecer a agricultura familiar e as políticas de incentivo e permanência do homem no campo, com financiamento, apoio técnico e com politicas de escoamento dos produtos, visando a emancipação dos povos do campo dentro do seu berço cultural.

domingo, 21 de outubro de 2018

A MINHA BANDEIRA, JAMAIS SERÁ VERMELHA!

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Esse clamor tem se tornado latente nos últimos anos, especialmente com a ascensão politica do PT. Um gemido forte que ganhou espaço na mídia, nos discursos políticos, e nas declarações de diversos cidadãos espalhados pelo país.
Nota-se que, nas duas últimas eleições presidenciais, onde uma porção significativa do eleitorado que aspirava a vitória de Aécio Neves em 2014, e atualmente, de Jair Bolsonaro, este grito tem se tornado cada vez mais retumbante e já beira a violência física e psicológica.  Todavia, é oportuno enfatizar, que neste provérbio político há uma ideologia impregnada que para os letrados de direita se configura em uma escolha partidária, e para os colonizados de direita, apenas um grito de guerra dos seus ídolos. Mesmo assim, ao ver tanto os letrados quanto os colonizados estufarem os peitos e de mãos erguidas bradarem “a minha bandeira jamais será vermelha” me vem além, da angústia ante tamanha crueldade para aqueles e ingenuidade para estes, uma latejante vontade de lhes perguntar: por quê?
E mesmo que eu nunca pergunte em uma situação eufórica como de costume se ver tal ditado, posso imaginar suas razões para não querer uma bandeira vermelha. E a primeira delas, e tenho segurança ao afirmar, é que uns omitem e outros não sabem que nenhum partido de esquerda ainda não apresentou projeto de lei, ou verbalizou esse desejo nem em campanha eleitoral, nem em pleito conquistado, – fala-se daqueles com poder de decisão em situações públicas nacionais–; destaca-se, por exemplo, o PT que em 13 anos, não o fez. Apesar da verdade assim como é, me ponho a olhar a estrutura da bandeira atual e me perguntar: o que é ordem? E o que é progresso? Esse pensamento positivista ainda nos representa? E esse verde, precisa mesmo ocupar todo esse espaço, já que nossas matas foram asfixiadas? Quanto de história da construção desse país tem na bandeira? E para mudar, dado a diversidade de opiniões, não seria  com plebiscito?
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 Ante este incontestável fato, imagino que se estes cidadãos seguem ecoando seu repúdio quanto a cor da “bandeira vermelha”, é porque talvez ignore de propósito ou ingenuamente que nossa história foi construída –com o vermelho–, o vermelho do sangue dos índios escravizados, massacrados pelos colonizadores europeus; o vermelho dos negros arrancados de suas origens para, confinados em um destino servil animalesco, doarem suas vidas involuntariamente sob sol, chuva, fome, peso pesado e chicote, caso aceitasse a sina, caso não, era o ferro que os feriam de morte; o sangue dos negros que, embora escravos, se revoltavam e fugiam Brasil a dentro se organizando em formas de sobrevivência e resistência, formando os quilombos, onde havia os primeiros inconfidentes organizados; –salve o líder Zumbi dos Palmares (1695), que eternizou uma parte de nossa história com duas coisas: sua luta de vida e uma frase “Só fica escravo, aquele que tem medo de morrer”; o vermelho dos revoltosos na inconfidência baiana, condenados por combater a tirania do império; o consagrado Tiradentes, morto em 1792, –a quem posso chamar de “um mártir da independência”– seguido dos outros inconfidentes que deixaram seu sangue na luta contra o poder colonial;  o sangue derramado na luta contra um sistema opressor que gera pobreza, na cabanagem em 1840; o sangue de negros e camponeses, ambos escravos (até hoje) do mesmo sistema opressor, na luta por melhores condições de vida na guerra dos bem-te-vis ou Balaiada, no Maranhão em 1841; o sangue dos mais de 20 mil moribundos entre homens, mulheres e crianças em 1896 na Bahia, – massacrados sob a falsa e oficial desculpa de combate ao anarquismo, primeira grande obra do Exército brasileiro–, que exterminaram brutalmente aqueles que não queriam nada mais que pão e água, terra e teto; o massacre militar de Eldorado dos Carajás no Pará em 1996, que ceifou brutalmente a vida de 19 trabalhadores que lutavam por terra para viver e ser feliz, o maior massacre contra os “Sem Terras” já registrado; o sangue de lideranças que lutaram ao lado do povo, seja no seguimento camponeses, sindicalistas ou personagens políticos republicanos que deixaram semeada uma luta de sangue como aconteceu com cerca de 1.196 camponeses assassinados por disputa de terras na Ditadura Militar e as mais de 434 lideranças políticas mortas e desaparecidas também na ditadura militar, somados com mais de 6 mil pessoas perseguidas ou torturadas e que sobreviveram para contar a história, somados ainda à perseguição de milhares de policiais, que se opunham ao regime ditador, de acordo com dados da comissão nacional da verdade CNV, que conseguiu identificar, pois as provas eram extraviadas e apenas um torturador foi condenado pelo STF 28 anos depois; o sangue do Padre Josimo, coordenador da CPT, órgão que luta pela identificação, acompanhamento e organização dos povos sofridos do campo em situação de vulnerabilidade dos seus direitos, foi covardemente assassinado por fazendeiros grileiros em Imperatriz - MA em 1986; sangues de lideranças como Irmã Dorothy, uma senhora missionaria de 73 anos que foi assassinada em Anapu no Pará, por defender terras para um grupo de camponeses em um sistema conhecido como PDS, programa de desenvolvimento sustentável, –seus assassinos e mandantes gozam de liberdade–; e os sangues de diversos camponeses, lideranças defensores de direitos humanos, indígenas, quilombolas e posseiros, que ainda sangram sempre pela mesma razão: uma dignidade de vida para os mais pobres. Ponha-se um etc. na lista que transcende o espaço histórico do território brasileiro.
Talvez você, que não quer sua bandeira vermelha apesar de todos estes fatos, esteja claramente como um defensor da morte dos oprimidos pelo poder, ou talvez seja um ignorante da história repetindo um grito de guerra politico partidário. Para ambos os casos, e partilhando do mesmo pensamento que os milhares que derramaram seus sangues, os que derramam, e os que estão prontos para derramar sempre em defesa da justiça, afirmo que nossa bandeira oficial, independente do partido politico, pode sem problemas, ser verde, amarelo, azul e branco, e com os verbetes: “ordem e progresso”; mas nossa bandeira de luta, que representa a história dos antepassados que deram suas vidas por nós; a bandeira que será o estandarte da razão de seguir lutando, esta será vermelha em dois momentos: no primeiro, será enquanto a ordem da bandeira oficial não for para “todos terem casa digna para morar, terra para trabalhar e subsistir, direito digno à saúde e educação e ser respaldado no direito de promoção humana e social o que chamaríamos de progresso”, no segundo será depois que abaixarmos o Estado opressor e solidificarmos a democracia, teremos uma bandeira oficial com as cores atuais e uma bandeira vermelha cravada em nossos corações como uma insígnia de orgulho pelo que fazemos, mas caso haja um plebiscito e literalmente a bandeira oficial seja vermelha, representará tão bem nossa história, a história da maioria.

“um homem ou mulher só encontra sua plenitude quando escolhe a razão, pela qual decide viver e morrer”. (...)
Isaque de Freitas, professor da Rede Estadual de Ensino Médio - MA

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Escola de Ensino Médio de Remanso, se une às Igrejas e Comunidade para promover "o grito dos excluídos".



A Escola de Ensino Médio, Anexo Nicolau Dino, do Povoado Remanso, Grajaú - MA, em parceria com as Igrejas de Remanso e Alto Brasil, realizaram hoje, 7 de setembro de 2018, o primeiro Grito dos Excluídos da Paróquia. O evento Trazia como tema "A vida em Primeiro Lugar: chega de violências e injustiças". Vários seguimentos de exclusão foram representados com faixas, cartazes, reflexões e encenações teatrais. Toda a reflexão do evento partiu de um questionamento desconcertante: "Somos independentes de quê?" Foi enfatizado o ano político como oportunidade de refletir o papel do cidadão no processo de escolha dos representantes; as qualidades de quem deveria ser o candidato ideal; o projeto de país que querem instalar; a desmoralização política  e os "deputados traidores do povo", e os artifícios históricos para omitir o ideal de liberdade que precisamos. Segundo professores e agentes religiosos, o evento tinha como objetivo ajudar na reflexão crítica dos jovens e das pessoas em geral, e contribuir no fortalecimento de seu papel na sociedade. "não somos livres, mas podemos gritar", soava as participações dos que falaram.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Texto exemplar da Juíza Federal Raquel Domingues do Amaral

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“Sabem do que são feitos os direitos, meus jovens?

Sentem o seu cheiro?
Os direitos são feitos de suor, de sangue, de carne humana apodrecida nos campos de batalha, queimada em fogueiras!
Quando abro a Constituição no artigo quinto, além dos signos, dos enunciados vertidos em linguagem jurídica, sinto cheiro de sangue velho!
Vejo cabeças rolando de guilhotinas, jovens mutilados, mulheres ardendo nas chamas das fogueiras!
Ouço o grito enlouquecido dos empalados.
Deparo-me com crianças famintas, enrijecidas por invernos rigorosos, falecidas às portas das fábricas com os estômagos vazios!
Sufoco-me nas chaminés dos Campos de concentração, expelindo cinzas humanas!
Vejo africanos convulsionando nos porões dos navios negreiros.
Ouço o gemido das mulheres indígenas violentadas.
Os direitos são feitos de fluido vital!
Pra se fazer o direito mais elementar, a liberdade,
gastou-se séculos e milhares de vidas foram tragadas, foram moídas na máquina de se fazer direitos, a revolução!
Tu achavas que os direitos foram feitos pelos janotas que têm assento nos parlamentos e tribunais?
Engana-te! O direito é feito com a carne do povo!
Quando se revoga um direito, desperdiça-se milhares de vidas …
Os governantes que usurpam direitos, como abutres, alimentam-se dos restos mortais de todos aqueles que morreram para se converterem em direitos!
Quando se concretiza um direito, meus jovens, eterniza-se essas milhares vidas!
Quando concretizamos direitos, damos um sentido à tragédia humana e à nossa própria existência!
O direito e a arte são as únicas evidências de que a odisseia terrena teve algum significado!”

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Já no 6º dia, Remanso resiste o tempo ocioso e a falta de respostas do Governo Municipal

Firmes, determinados e com um espírito de luta extraordinário como não se via desde os tempos de outrora no Povoado São Pedro dos Cassetes, quando estes mesmos homens e mulheres lutavam pelo direito de permanência em suas casas e terras, hoje reiteram estes valores em unidade, agora, lutando pelo último pedaço de terra que o latifúndio não dominou. A briga mais uma vez é política, antes, a falta de medidas antropológicas que provassem seu direito de viver em São Pedro; hoje, resistem à atitude do poder municipal em transformar seu berço de vida em um  LIXÃO, o que é irônico, é que o mesmo homem que era gestor naquele tempo conflitante, agora também o é.
Para as duas medidas acima dar-se a mesma classificação: irresponsabilidade. O governo pode resolver este problema, é possível, há muito tempo, mas é mais fácil incomodar um grupo de pobres que lutam pelo direito de usar livremente um pequeno pedaço de terras do que negociar com os latifundiários de Grajaú uma área que pudesse ser destinada para o tratamento sanitário com segurança sem causar os impactos sociais como agora está. 
Uma série de medidas poderia ser tomadas pelo Governo Municipal, como terceirizar empresas que beneficiasse o lixo quase integralmente, pois, sabe-seque hoje quase todo resíduo pode ser reciclado. Estas empresas poderia por exemplo, receber incentivos fiscais para facilitar sua instalação  em nosso município entre outros procedimentos que além de resolver o problema gerariam empregos.
Afinal, atacar o efeito, apenas estenderá por mais tempo o problema, atacar a causa, irá solucioná-lo.

CRÉDITOS

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Moradores do Assentamento Remanso bloqueiam na manhã desta segunda feira 29 estrada que dá acesso ao lixão.

Moradores do Assentamento Remanso, trabalhadores da lavoura, já indignados com a irresponsabilidade do poder público municipal, resolvem bloquear na manhã deste 29 de janeiro a estrada que dá acesso à suas terras onde hoje está sendo depositado o lixão, lixo urbano do município de Grajaú, sem nenhuma medida de segurança ambiental e especialmente sem observar os impactos sociais que tal ação causa na vida desses lavradores que dependem exclusivamente da atividade de subsistência agrícola para manter suas famílias.
O processo já faz seis meses e em todos os locais que estes pais de famílias se dirigiram encontraram apenas "NÃO". Até a 2º promotoria pública de Grajaú, que em princípio deveria estar defendendo os direitos dos cidadãos, especialmente os que estão em situação de vulnerabilidade social, negligenciou e indeferiu arbitrariamente um pedido de ação civil pública feito por estes mesmos trabalhadores, pois a atitude do poder municipal desrespeita a lei de zoneamento 124/2010 LI, onde a destinação de resíduos sólidos está para outras terras de fato, improdutivas, e não no berço de vida dessas pobres famílias.
É com tristeza que informamos aqui, que o Prefeito Municipal, afirma no oficio nº 320/2017 – GABIN, que "não tem nem nunca houve produção nessas terras", e a 2ª promotoria, humilha os trabalhadores quando os chama em oficio "sem protocolo" que são "supostos moradores do povoado Remanso", ao receber o abaixo assinado, e ainda enfatiza de forma incoerente com a lei que "é da conveniência do gestor municipal decidir onde deve ficar o lixo" e que indefere o pedido dos trabalhadores porque "já há processo de ação civil pública contra o município". É cabível perguntar se há limites de representação judicial quando se trata de crime contra a lei e os direitos sagrados dos trabalhadores de ter segurança na produção de seus alimentos, como é o caso emblemático do Assentamento Remanso.
É cabível aqui refazer ainda os questionamentos mais latentes desses humildes trabalhadores:
Por que esses mesmos agricultores ao invés de lixo, não poderiam receber a doação de um trator para facilitar o preparo da terra? Por que não poderiam ser beneficiados com um poço artesiano e um sistema eficaz de distribuição de água na região produtiva para facilitar a vida de dezenas de famílias em todas as estações do ano? Por que ao invés do lixo o prefeito não luta pelo financiamento das atividades agrícolas dessas famílias? Por que não criar programa de beneficiamento e escoamento da produção do Assentamento Remanso?
A população espera justiça e respostas do poder municipal.

Resultado de imagem para logo cptA pastoral Social e Comissão Pastoral da Terra Regional Sul – MA CPT