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sábado, 20 de agosto de 2022

Qual Brasil? Qual Deus? Uma reflexão sobre implícitos da língua portuguesa.

 










Na frase da imagem, de qual Brasil se fala? Do Brasil geográfico ou do Brasil humano?


Se for do Brasil humano, isso inclui os brasileiros desassistidos? Os brasileiros desempregados? Os brasileiros famintos? Os brasileiros injustiçados? Os brasileiros diferentes e os que pensam diferente? Os brasileiros que discordam? Os brasileiros que...

Ou seria o Brasil dos empresários? Ou o Brasil do agronegócio? 

Seria então o Brasil dos políticos? Ou o Brasil de um grupo de políticos?


E o Brasil das minorias?

E o Brasil dos indígenas?

E o Brasil dos sem terras?

E o Brasil dos miseráveis?

E o Brasil dos empregados informais?

E o Brasil dos que vivem no êxodo rural?

E o Brasil dos jovens estudantes?

E o Brasil dos sem teto?

E o Brasil dos "invisiveis?

E o Brasil...?


Será que somos apenas um Brasil?

Será que essa frase representa todos nós?

Será que todos esses "Brasis" estão incluídos na ideia da frase "Brasil acima de tudo?


ACIMA DE TUDO O QUE MESMO?


Seria acima das desigualdades?

Seria acima das injustiças?

Seria acima da inércia estatatal?

Seria acima da fome?

Seria acima da corrupção?


Ou apenas acima dos "inimigos políticos" de um grupo desse Brasil, o da frase?


DEUS ACIMA DE TUDO?


Vixe? E para o Deus de todos nós, seja o cristão ou o das várias formas de religião, está "acima de todos" é preciso que Ele, o Deus, se misture numa campanha política? Ou numa ideia de um grupo político?


Ou será que é uma estratégia de um grupo que quer o Brasil só para si e seus interesses e imagina ser o Deus apenas de seu grupo?


Será que esse grupo imagina "de verdade" que o Deus cristão apoia seus ideiais?


De qual Deus se fala na frase?

De qual Brasil se fala na frase?


Mais implícitos são possiveis?


**Texto por Isaque de Freitas.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Feliz natal para quem?

 Feliz natal para quem?

No período natalino é comum ouvir desejos de felicitações que mais parecem um mantra... -feliz natal!-... Mas feliz natal para quem? Feliz de que forma?

Para responder as perguntas é preciso tirar as práticas que contaminaram o natal. Bolinhas, pisca-piscas e arvore de natal? Isso trás alguma felicidade? - Papai Noel? -Não me diga! O que essa figura do mercado tem a ver com o natal e com "um feliz natal? Lamento dizer, mas nem os presentes e reuniões familiares passam perto da ideia de natal, ambas as coisas apenas aquecem o mercado e o "espírito natalino" se resume ehm consumo, enfeites e presentes. 

Passar o natal? O que é isso? -vamos lá! ... Se você perguntar, uma grande quantidade de pessoas, após uma indagação bem feita, dirá que natal é nascimento de Jesus. Opa! Então está tudo errado, pelo menos a maioria. Como essas festas, cores, e propagandas vão representar o nascimento de Jesus? Símbolo de natal? O quê? A árvore? Isso é sério?Se o natal é o nascimento de Jesus, então tem-se um incentivo a mais para se refletir a primeira vinda do salvador. Sim! A primeira vinda, pois as profecias anunciam uma segunda vinda do mestre. Desse modo, há que se refletir que, se em sua primeira vinda, nascimento, veio com ele um ideal evangélico de amor ao próximo, de justiça social, denúncia das injustiças; acolhida aos excluídos, perdão, partilha e... a lista segue. O interessante dos referidos ideais evangélicos é que todos têm um propósito comum: nos fazer sair do nosso ego, da nossa zona de conforto e nos dirigir ao próximo para, de algu?m modo, servi-lo. 

Assim, o símbolo do natal é o presépio, e dele, os ideais evangélicos de Jesus em sua primeira vinda que recai como sugestão de seguimento a quem ousar ser cristão. De modo que, pensar em uma segunda vinda do mestre permite fazer a si mesmo alguns questionamentos: o que eu tenho feito para que os ideais de Cristo sejam materializados na minha vida e na vida do meu proximo? Se os ideias evangélicos tivessem sendo aplicados, haveria mais de 1bi de pessoas com fome, sem casa e um número ainda maior de indignidades humanas? 

É urgente que se reflita que "o feliz natal" é um mantra infeliz, pois não tem relação evangélica, nem se dirige aos excluídos, principais preferência do filho de Deus que veio para que todos tivessem vida em abundância. 

Por fim, apenas quando o Espírito Natalino nos fizer mudar de atitudes, apenas quando  houver justiça social que oportunize igualdade e dignidade da pessoa humana é que se poderá falar em natal feliz de verdade. Não passe o natal, pense e viva os ideais trazidos com a primeira vinda de Jesus e esteja preparado para a sendunda vinda.


sábado, 12 de setembro de 2020

POLÍTICA, UM POUCO DE REFLEXÃO.

Farei esta análise com referência de um grande autor que se ocupa em refletir o tema social e usarei algumas comparações metafóricas para fins didáticos. -Para Fanon, as pessoas têm uma tendência natural à relutância, ao passo que se parafrasearmos, possuem uma tendência "naturalizada" a ser líderes e a dominar, em oposição factual de, quase sempre, serem dirigidas, dominadas e deixar-se alienar.


É facilmente inteligível, que as conquistas burguesas, ao longo da história têm precedentes em duas faces distintas e interconectadas: para exemplificar o resultado de perda ou vitória entre dominador e dominado, uso a metáfora de dois lutadores de boxe sem os códigos de ética do jogo, um deles (de aspecto fraco) vence o oponente (de aspecto forte) e o deixa caído no chão; a atitude do vencedor é um tanto de cortesia, ao passo que, já vencedor, tenta ajudar seu amigo (ou oponente) a se levantar. - É nessa parte da luta que jaze um segredo reflexivo de relações mútuas. O fato de o oponente estar caído no chão pode pressupor que ele está vencido, e é obvio em um primeiro momento, mas nada impede que de maneira dissimulada, ele esteja fingindo estar vencido, para no momento oportuno dar seu golpe fatal. 

As lutas de classes têm sido motivos de grandes conquistas e fracassos ao longo dos tempos. Mas o que quero enfaticamente, e até com um caráter sintético, é extrair as duas faces da situação: apesar de vencedor, a aproximação com o oponente deve ser sob medida. 

Assim, NAS LUTAS SOCIAIS, onde as classes menos favorecidas só gozam de algumas ações do governo devido às lutas incansáveis, o sangue derramado e as incessantes cobranças (isto é óbvio), PERMANECE um agravo interno, que desfavorece a emancipação e a vitória verdadeira dos povos proletários, trabalhadores rurais, sindicalistas etc. (para fazer referência ao lutador de caráter mais fraco); ao passo que FAVORECE a supremacia e hegemonia do outro lado da luta: os dominadores e os opressores ( para fazer referencia ao lutador de caráter forte).

Com esses exemplos, entendo que, duas forças precedentes, não naturais, porém naturalizadas, garantem o sucesso das classes dominantes: de um lado está todas as estratégias de dominação, e a posse hereditária do poder, na iniciativa pública e na iniciativa privada, ou na convergência de ambas; de outro lado está a classe dominada, não totalmente organizada, vítima das forças midiáticas dissimuladas e das estratégias neolinguísticas e discursivas dos poderosos que contribuem para o SURGIMENTO DE PESSOAS, das classes desfavorecidas, que se deixam alienar-se (às vezes de maneira consciente), e praticam as mesmas ações do dominador. Tais pessoas são usadas como massa de manobra, para minar a organização da sociedade civil.

Em síntese, não é por causa do aspecto forte do nosso oponente nem é por causa do aspecto fraco das classes pobres, proletárias e trabalhadoras rurais que não temos uma sociedade mais justa, partilhada, progressista, segura, produtiva e emancipada, (vencedora); é  INDISCUTIVELMENTE por causa do apego e da alienação aos costumes do dominador, por parte de alguns dos dominados nas poucas oportunidades que têm, uma arma voluntária (um gol contra) dentro do processo de luta de classes.

domingo, 24 de novembro de 2019

O mal do futuro de ontem e do amanhã.

Grande parte dessa geração de jovens está perdida. Foram ceifados, imbecibilizados e colonizados pela tecnologização do ser e do saber. Vivem uma pós verdade e se fundamentam em suas próprias loucuras ou nos seus ídolos. Amam a futilidade e seus cérebros estão sendo programados todos os dias para serem divulgadores de bobagens. Sua cultura é baseada no louvor do descartável, do imediato e da coisificação do humano. Têm prazer no fracasso alheio e vivem como numa selva com pouca comida: são competidores mortais ente si.
Não há muito o que fazer. A primeira a fracassar foi a família, e consequentemente a escola e infelizmente também a igreja. O mais provável e angustiante é ter que esperar que alguns morram porque farão escolhas perigosas; outros aprendam a lição tardiamente porque farão algumas boas escolhas e uns poucos salvem a intelectualidade da  humanidade porque verão nos outros os erros que não se deve cometer e conservarão o mundo para um futuro incerto.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

LINKS PARA DOWNLOAD DAS AULAS


PRODUÇÃO DE TEXTO
1º ANO
Clique na fórmula C4E1 e reveja a aula sobre o processo de produção de texto.
Clique AQUI para acessar a aula "proposta de redação do Enem2015"
Clique aqui para acessar a aula sobre poema.
Clique para acessar a aula sobre Tipologias Textuais
Clique para acessar a aula sobre Arte - surgimento da cultura
Clique para acessar a aula sobre a Cultura indígena.
2º ANO
3º ANO

PARA 1º, 2º E 3º ANO "DOCUMENTÁRIO" 
Clique aqui para baixar a aula básica sobre documentário.


LÍNGUA PORTUGUESA
1º ANO
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Clique AQUI para acessar a aula sobre variedade linguísticas.
Clique  AQUI para acessar a aula sobre figuras de linguagens.
2º ANO
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3ºANO

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Agricultores Familiares do Assentamento Remanso fazem exposição de seus produtos na Semana de Ciência e Tecnologia do IFMA

Fortes, criativos e determinados como sempre, alguns produtores do Assentamento Remanso, participou do evento Semana de Ciência e Tecnologia do IFMA, expondo e comercializando produtos da agricultura Familiar, desde os naturais como frutas, verduras e hortaliças, até derivados como: doces, geleias, pizza de caju, e sorvetes.
A iniciativa, sob apoio logístico da CPT (comissão Pastoral da Terra) e parceiros, na oportunidade em que se discutia em mesa redonda o tema: "A importância da agricultura Familiar para o desenvolvimento da Região", reforçou a tese de que, se houver políticas de incentivo à produção e comercialização dos produtos oriundos de atividades agrícolas do pequeno produtor, teremos soberania alimentar, saúde alimentar e promoção humana e social no campo para um grande número de pessoas, reduzido problemas como a sucessão e o êxodo rural, a fome, a pobreza e até o crescimento da criminalidade.
A ideia convida à se ter  uma reflexão por parte do poder público à respeito do avanço do agronegócio em detrimento da necessidade de fortalecer a agricultura familiar e as políticas de incentivo e permanência do homem no campo, com financiamento, apoio técnico e com politicas de escoamento dos produtos, visando a emancipação dos povos do campo dentro do seu berço cultural.