quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Poder Público Municipal de Grajaú-MA, tenta ganhar no...

Poder Público Municipal de Grajaú-MA, tenta ganhar no cansaço manifestantes SEM TETO, que desejam apenas, possuir um lar para morar.


Resistindo à negligência do poder municipal, pelo 15º dia consecutivo, algumas das mais de 100 famílias de diversos lugares do município de Grajaú, beneficiárias do programa minha casa minha vida, insatisfeitas com a demora em acontecer a chamada pública para assinatura dos contratos e entrega das chaves, fato que legitimam os mesmos neste programa habitacional, mantêm ocupada a Câmara de Vereadores como forma de pressionar as autoridades competentes na agilidade desse processo, em um movimento autodenominado “OCUPA CÂMARA POR UM TETO”
"Se morar é um direito, ocupar é um dever". Com esse provérbio os líderes do movimento em cerca de 20 famílias num total de 60 pessoas, incluindo crianças, apesar de ficarem durante o dia, pernoitam no recinto da casa legislativa do município e se entusiasmam em permanecer no local por tempo indeterminado até que as decisões do poder público estejam a seu favor. Informam que “pelo cansaço eles não vão ganhar”. O medo dos beneficiários, segundo relatam os integrantes do movimento, é de “o prazo ficar sendo protelado para serem atendidos somente ano que vem e servir como marketing eleitoreiro além de obrigar essas famílias sem teto a pagarem aluguel todo esse tempo sem uma certeza que lhes deem esperança”.  Apoiados por cerca de 10 parlamentares dos 15 que ocupam a casa e outros parceiros da cidade, os ocupantes se sentem entusiasmados para continuarem pressionando.

Por outro lado, lamentam não ter nenhuma nota divulgada da Igreja Católica, nem das Igrejas evangélicas, não somente por considerarem que as Igrejas devem ser parceiras dos pobres, mas, sobretudo por que os integrantes do manifesto são pessoas de vários seguimentos religiosos. Na lista das instituições que se omitem de apoiar o manifesto, entra os sindicatos de categorias sociais entre eles o sindicato dos Trabalhadores Rurais de Grajaú. Para eles, estas entidades que deveriam representar os excluídos, estão “excluindo os excluídos”. Agradecem, porém, integrantes da Pastoral da Criança da Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Setor Exportara por seu apoio ao movimento.


Além disso, apontam como uma das principais revoltas a divulgação inescrupulosa em matéria impressa do Jornal Cidades-JC, onde o excelentíssimo prefeito Mercial e o gerente do Banco do Brasil aparecem anunciando a entrega das casas populares, dando a entender que todos os procedimentos legais já haviam sido tomados. Vivendo outra realidade, os integrantes se declaram com motivos de sobra para exigirem o rápido atendimento de seus anseios.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Pastorais sociais da Igreja Católica, na Diocese de Grajaú - MA, realiza pela primeira vez, concentração pela Marcha dos Excluídos.

Como iniciativa crítica para a atual situação política de nosso País, as Pastorais Sociais da Diocese de Grajaú, mais especificamente da referida cidade, realizaram no dia 7 de setembro audacioso evento da Marcha dos Excluídos. Placas de "FORA TEMER", "FORA LIXÃO" e um mosaico com o nome dos Deputados Maranhenses traidores do povo, ficaram à exposição no evento. "Hoje é o dia da farsa! Isso mesmo, FARSA. Afinal, somos livres do que mesmo?" com questionamentos deste tipo discutiu-se que independência pressupõe emancipação econômica e política dos povos, para se referir sobre uma qualidade de moradia, saúde educação, e assistência pública pelo menos perto do mínimo necessário.
"Por que desfilar nas ruas com roupas caríssimas, ao som de uma marcha militar? Para simbolizar nossa liberdade?" O tom crítico se ressoa quando se reflete o quadro social arrasador que as populações do campo e os trabalhadores de modo geral vêm sofrendo. –Está mais para perpetuar gesto de obediência à "nação rica", sim! Aqueles que estão na lava jato, aqueles que gastam nossos recursos sem planejamento, àqueles que são tomados pela corrupção e dizem ser nossos representantes, aqueles que quando pensam em um grande projeto político veem apenas a alienação da grande massa em torno de um cabo eleitoral–, bradavam a maioria daqueles que se pronunciaram.
É revoltante ter que aceitar, mas é verdade. As ações de nosso governo golpista de maneira geral, em todas as esferas e em todos os poderes, estão chegando ao cumulo da corrupção. Atitudes como a criação de mais usinas hidrelétricas ao contrário do uso de energias sustentáveis como eólica ou solar causarão o fim de nosso sustentáculo ambiental em condições que já não são normais; sem falar no projeto assassino da vida, MATOPIBA, que pretende transformar o cerrado em um canteiro de monocultura para o sustento dos grandes capitalistas. Terceirizar os empregos públicos é o mesmo que desresponsabilizar o governo de seu papel; e o que dizer do projeto de regularização fundiária, que porá as terras de reforma agrária na mira do agronegócio?
Esses exemplos são apenas para instigar a reflexão das consequências que os gestos governamentais estão causando. 
Hoje percebe-se que a repetição do enunciado: "tenho orgulho de ser brasileiro", estaria apenas divulgando uma ideologia falsa e terceirizada pela mídia. Seria mais cabível que esse orgulho viesse de uma sensação de realização pessoal e social que está estreitamente ligado às ações políticas que infelizmente não estão colaborando. Não é demais enfatizar que esta tomada de consciência dos leigos deve está sobretudo dentro da igreja, que não está dispensada de ser reprodutora da desigualdade, da opressão e omissão da verdade por parte dos nossos sacerdotes. Os leigos devem está atentos, pois muitos padres sentam na mesa dos carnífices dos pobres.
Quer ouvir meu grito? Eu dou. Abaixo dia da farsa, e avante MARCHA DOS EXCLUÍDOS.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

GOVERNO GOLPISTA QUER PRIVATIZAR A PREVIDENCIA SOCIAL E JOGAR TODO PESO NAS COSTAS DOS TRABALHADORES, EM ESPECIAL DO CAMPO!

Resultado de imagem para O Governo golpista de  Michel Temer

I-A situação:

O Governo golpista de  Michel Temer encaminhou ao Congresso Nacional a  proposta de Lei (PEC 287) para a Reforma da Previdência Social no Brasil.
Para  a opinião publica diz que a previdência  é deficitária.   Isso é uma mentira. Vários pesquisadores da  Universidade e o sindicato dos auditores fiscais do INSS,  afirmam de que o orçamento da seguridade social, é positivo.   E apenas fica deficitário quando o governo não paga sua parte, porque privilegia pagar os juros aos bancos.
Essa conversa de déficit, nós já ouvimos no governo Collor, depois FHC.  Passaram-se quase trinta anos e a previdência não quebrou.
O verdadeiro objetivo da reforma é  para privatizar a previdência e entregar os trabalhadores aos bancos.   Com a nova lei, se aprovado, os trabalhadores vão desanimar em se aposentar pela previdência publica e migrarão para planos de previdência dos bancos.     Com isso os bancos vão recolher contribuições mensais de milhões de pessoas, sem pagar nada de juros, apenas com a promessa de devolver em aposentadoria depois de 35 anos.   Não há forma mais barata dos capitalistas tomarem dinheiro do povo, do que a previdência privada.
O segundo grande objetivo é desvincular os benefícios e apoios da previdência do salário mínimo.    Assim, no futuro o ministro da fazenda por portaria vai fixar o valor, de acordo com os interesses do governo.  Vocês podem imaginar o que vai acontecer.
O governo é tão oportunista em sua reforma, quer entregar apenas os trabalhadores pros bancos.   E deixou fora da reforma, os militares das forças armadas, os membros das Policias Militares  e os servidores do poder judiciário, que continuarão com as mesmas regras e alguns privilégios atuais.
II- Principais mudanças propostas que atingem a todos trabalhadores do campo
     As principais mudanças que atingem todos os trabalhadores/as são o aumento da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos de idade para homens e mulheres e tempo de serviço necessário de 49 anos de trabalho para ter direito a aposentadoria integral.
            Em relação aos agricultores/as familiares, camponeses/as e trabalhadores/as rurais as mudanças propostas são radicais e profundas:
            1 - Extingue a figura jurídica de segurado especial, sistema solidário/contributivo de Previdência, criado ainda nos Governo Militar e consolidado com a Constituição de 1988, que garante uma aposentadoria de um salário mínimo para os homens, aos 60 anos e para as mulheres aos 55 anos, com a comprovação de atividade agrícola por no mínimo 15 anos.
            2 - Obriga os agricultores/as familiares,  camponeses/as e trabalhadores/as rurais a ingressar no sistema do INSS, com pagamento mensal em dinheiro, para ter acesso à aposentadoria aos 65 anos, com a comprovação de pagamento de INSS por 25 anos.     O valor da contribuição mensal dos trabalhadores do campo, será fixado por lei complementar.  Comenta-se na Camara dos deputados que a proposta é de 5% sobre o salário mínimo, que daria uma contribuição de 45,oo reais por mês!
            3 - Os Benefícios de Prestação Continuada, que hoje é concedida a pessoas idosas pobres com mais de 65 anos que não tem acesso aos benefícios previdenciários, e para Pessoas com Deficiência que recebem um Salário Mínimo Mensal, pelo Projeto Golpista, aumenta a idade para 70 anos e desvincula o benefício do Salário Mínimo.
Há hoje 4,5 milhões de pessoas que  sobrevivem com um mínimo de dignidade com porque estão recebendo um salário mínimo por mês.   As condições de vida corre risco, e o governo sabe que são os menos organizados para poder protestar!
            4 - As pensões por viuvez serão reduzidas a 50% e do salário mínimo e não podem mais ser acumuladas com a aposentadoria.     De novo, o governo não mexe nas aposentadorias das viúvas de políticos, militares e do poder judiciário que seguem ganhando a vida toda, valores abusivos.
            5 - Se aprovada á lei, os agricultores/as familiares, camponeses e assalariados rurais que não estiver em dia com a contribuição mensal, não terá acesso ao auxílio doença, aposentadoria por invalidez e nem licença maternidade.
            6-  Os assalariados rurais que deveriam ter a contribuição desde hoje, pagas pelos patrões, estão a mercê, pois somente 36% dos trabalhadores assalariados rurais, tem carteira assinada e seus direitos  recolhidos pelos patrões.

III- AS  CONSEQUENCIAS   DA REFORMA DA PREVIDENCIA NO CAMPO
Os impactos dessa reforma serão tremendos em todo interior do Brasil:
1.    As conseqüências sociais destas medidas só podem ser descritas como crueldade, desrespeito, perversidade e violência social.         Os mais violentados são os idosos, as pessoas com deficiência, os doentes e as mulheres.
2.  Vocês podem imaginar um trabalhador do campo, contribuir 5% do SM por mês, durante 49 anos, para poder se aposentar de forma integral aos 65 anos?   Teria que começar aos 16 anos e pagar sem parar, sem ficar desempregado.
2. As consequencias para o comércio local, a renda e a viabilidade econômica dos pequenos e médios municípios do interior do Brasil serão enormes, pois se a lei for aprovada, por dez anos não haverá novos aposentados diminuindo a renda em todas as atividades econômicas destes municípios.   Estudos publicados nos últimos dias, revelaram que  há 500 municípios no Brasil, de que 25% de toda renda local é originaria dos benefícios da previdência.
3.  Milhões de trabalhadores do campo perderão dez anos de sua vida, tendo que seguir trabalhando.   E certamente quando se aposentarem não terão mais condições de vida digna, pelo baixo valor a receber.
4.  Os pesquisadores do campo denunciam de que a conseqüência mais grave será um aumento do êxodo rural em todo pais, em que os trabalhadores ao ficarem com pouca força pro trabalho, e sem aposentadoria  migrarão para as cidades.    Está em jogo por tanto, o próprio futuro da classe camponesa.


IV-  DENUNCIAMOS

Diante de tão grave ataque aos direitos dos trabalhadores  duramente conquistados ao longo de cem anos de lutas e consolidados na constituinte de 1988,  é que todos os movimentos do campo,  CONTAG, CONTRAF, MAB, MAM, MCP, MMC ,MPA,  MST,  Sindicatos dos assalariados rurais,  movimento dos quilombolas, as organizações dos povos indígenas e as pastorais sociais que nos acompanham,  resolvemos denunciar essa situação, e juntar todos os esforços possíveis para barrar a reforma da previdência.

E acordamos,
1.     Denunciar esse governo golpista que alem de ilegítimo,  tem a maioria dos seus ministros aposentados aos 53 anos, com valores acima de 15 mil reais por mês.  Assim, como os membros do judiciário, que deveriam nos ajudar a garantir a lei.    Ou seja, essa elite, acostumada a assaltar os cofres públicos com seus privilégios, não tem moral nem o poder de retirar os direitos de quem trabalha duramente para tambem alimentá-los, todos os dias.
2.     Os trabalhadores rurais, na suas mais diferentes categorias de agricultores/as familiares, camponeses/as, comunidades quilombolas e assalariados rurais, produzem todos os alimentos que vai para mesa do brasileiro.   Contribuem com 2% sobre toda produção, que é resultado do seu trabalho.  
3.     As empresas transnacionais que exportam a produção agrícola e o agronegócio não pagam nada de INSS e nem ICMS  sobre as exportações (lei Kandir) e isso está levando as contas publicas dos estados agrícolas a falência.
4.     As dividas das grandes empresas para o INSS por fraude somam bilhões, que o governo se recusa a ajuizar, como denunciam os fiscais da receita federal, porque são seus protegidos e amiguinhos.   Uma só usina de Goiás, a Santa Helena, fraudou e tem uma divida de 1,2 bilhões de reais.
5.     Ou seja, se faltasse dinheiro pro INSS, o que não está comprovado, o governo poderia:destinar recursos hoje  utilizados para pagar juros aos bancos, que consomem 400 bilhões de reais por ano; poderiam ajuizar os grande devedores do INSS; poderia aumentar a alíquota para as empresas e exportações; e poderia cortar todos os privilégios que existem entre juízes, e aposentadorias acima do valor máximo do INSS, que é de dez salários mínimos.
            V- Diante disto, os Movimentos do campo,  DEFENDEMOS:
 1. Rejeitar e  combater com todos os nossos meios e forças de pressão, este projeto perverso;  CONCLAMAMOS A toda nossa base, a lutar, se mobilizar.   Ocupem as prefeituras, pressionem os prefeitos e políticos locais a pressionarem os deputados da região para que eles votem contra a reforma da previdência.
2. A garantia Constitucional da Legislação de Segurado Especial, para os trabalhadores do campo, povos indígenas e comunidades quilombolas, assim como os militares também tem regime especial, em função da natureza do seu trabalho.  E a manutenção do salário minimo como referência básico para qualquer benefício;
3.  Os atuais limites de idades para acesso aos benefícios;
4. Exigimos que o governo apresente publicamente as contas da seguridade social , pois isso comprovaria a fraude que essas representam, alem de publicar a lista de todas as empresas devedoras do INSS;
5. Exigimos que o governo explique porque não mexe nos juros e outros pagamentos  ao capital,  ao invés de retirar direitos dos mais pobres, mulheres, pessoas com deficiência como saída para “resolver” as questões da previdência.

FORA TEMER!
Contra a  reforma da Previdência social!
Vamos à luta, em todo Brasil
Janeiro, de  2017