quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

“Um homem que é muito explorado, quando tem oportunidade, sua grande tendência é de explorar também” Karl Marx

“Um homem que é muito explorado, quando tem oportunidade, sua grande tendência é de explorar também” Karl Marx

Hoje estive na ultima prestação de contas da diretoria do STTR de Grajaú, e por mais que houvesse irregularidades conseguiram ao longo de quatro anos aprovarem suas contas duvidosas.
É valido destacar que hoje houve uma grande diferença, talvez por causa da movimentação que teve o processo eleitoral que foi cancelado, pudemos ver a atual diretoria darem o melhor de si e na política do vale tudo arrastarem pessoas para aprovarem suas contas fajutas.
Que nossos diretores são arrogantes, prepotentes e sem caráter, isso não é novidade. Mas hoje além das qualidades anteriores tivemos que enfrentar a intolerância, o medo, a opressão e o abuso de poder; foi com surpresa que presenciei o presidente do Sindicato apressar o momento da votação, tentar calar a voz dos que estavam insatisfeitos até causar agitação na reunião. ELE, que deveria defender a justiça, que deveria proporcionar a interação, facilitar a compreensão dos sócios que sustentam aquela casa; ao contrário, arquitetava meios para não terem que se explicarem para onde levaram as entradas referentes às quitações do período eleitoral e as somas incoerentes das despesas anuais.
Foi possível perceber também um comportamento incomum por partes de alguns presentes, foi notória a tentativa de escarnecer a posição crítica com a qual argumentava alguns insatisfeitos, parece que estávamos em uma torcida de futebol e não em uma reunião onde pudéssemos interagir, argumentar, questionar e ser escutados; tinha certamente um pessoal treinado para vaiar e fazer calar a nossa voz; pessoas que mesmo que apresentassem um comprovante de sócio, nunca foram trabalhadores rurais, moradores da zona urbana, que não conhece a luta do movimento sindical e outros tantos, que vivem como gado, marcados pela desesperança de que podemos ao menos sonhar com uma política sindical pautada na justiça, transparência e presteza.
Foi com tristeza que ouvi da boca de alguns delegados que se dizem evangélicos, “crentes” que até usaram versículos bíblicos, conceitos da moral e da ética para tentar confundir a certeza do desvio de conduta que nosso sindicato se encontra, foi absurdo ouvir dessas pessoas, eleitas pelo povo para representa-los, que se dizem seguidores de Jesus Cristo, pregador da palavra de Deus, dizer uma aberração que quero transcrever aqui: que “se alguém não foi bem atendido no sindicato o problema é seu” , foi opressor ouvir esta pessoal dizer que estávamos faltando com respeito, que deveríamos respeitar mais a diretoria, só porque queríamos o direito de falar e fomos injustamente impedidos. Certamente esse pregador esqueceu-se de ler onde o próprio Jesus disse: bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

Nós sabíamos que eles fariam de tudo para aprovar a anomalia, que chamam de prestação de contas, mas a luta ainda não acabou e o resultado manipulado de hoje não significa que precisamos engolir suas imposições, pois quem tiver a oportunidade de analisar detalhes por detalhes as contas daquela casa conclui que a verdade gira por outra rota.