quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ao trabalhador!





Engraçado. Estamos tão acostumados a confraternizar, e fazer festas em datas especiais que quando vamos falar do dia do trabalhador queremos apenas parabenizar como se fosse um aniversário. Pois bem, nos tempos que vivemos hoje falar de “trabalhador” não é somente lembrar os que trabalham, é também refletir as conseqüências que acontecem pelo fato de alguns terem deixado de trabalhar.
Não precisamos ir muito longe e qualquer pessoa em sã consciência pode observar que temos mais jovens nas ruas em dias e horários que antes eram dedicados ao trabalho; que tem mais pessoas nas calçadas olhando o movimento, que temos mais pessoas pobres só que agora bem vestidas e ainda tem quem fale que é porque as coisas melhoraram. O quê? Será que é exagerado dizer que nossos filhos estão nas drogas e na prostituição é porque não estão na escola? Que ficam tempo demais na rua é porque não estão trabalhando, ou melhor, “não tem o que fazer”?
Existem vários problemas que levaram a esse caos que somos obrigados a viver. Mas não se pode descartar a hipótese de que é porque “alguém deixou de fazer seu serviço”. A nossa sociedade é fruto do que fazemos, de modo que todos têm seu papel. O médico é importante porque cuida da saúde da população, o promotor porque defende as causas, o lavrador porque produz hortaliças e outros em fim, quando todos apresentam os frutos de sua dedicação a sociedade fica completa.
Quem conhece a história sabe: para que hoje tivéssemos direitos constitucionais, saúde e escola pública saneamento e outros benefícios foram necessárias lutas, cobranças, iniciativas populares e até mesmo mortes. Isso demonstra que não há vitórias sem empreitadas, bons resultados sem muito suor e dedicação nem um povo forte sem que sua cultura seja forte.
A culpa do problema é do governo, primeiro porque nossos representantes foram escolhidos com a finalidades de promover melhorias para a população e uma dessas é a criação de políticas públicas que gerem renda para famílias mais carentes, que gerem empregos comunitários que reforcem a produção agrícola, que fortaleça o mercado local que são as famosas “feiras livres”, que promova educação e saúde de qualidade, saneamento básico entre outros e não fazem; segundo porque são eles que dispõe de recurso públicos e mecanismos suficientes para fazerem acontecer todas essas coisas e omitem essa informação ou atropelam com pormenores.
Será que agora podemos entender melhor a pirâmide da sociedade no que se refere ao trabalho? Primeiro vem o governo que são pessoas que desempenham diferentes funções onde nenhuma delas podem falhar, depois vem as empresas que são instituições que também estão ou deveriam estar a serviço do povo e por ultimo a grande classe: funcionários públicos, autônomos e os lavradores. Se alguém dessa pirâmide não fizer seu serviço não se poderá medir as conseqüências. Não acredita? Então porque será que o preço da cesta básica está acelerando todos os dias? Não deve ser porque o comerciante quer, com certeza é porque não somos mais produtores, somente consumidores; será por que quê as filas dos hospitais estão maiores? Por quê não existem linhas aberta de crédito e incentivo fiscal para zona rural? Por quê que nosso povo está cedendo cega e livremente suas terras para empresas estatais e multinacionais que transformarão nossa região em um deserto? Por quê que nossa principal força de trabalho que são os jovens se rendeu para o trabalho escravo dessas mesmas firmas? Não podemos dize apenas que é porque as coisas mudaram, é preciso analisar, refletir. Tá na cara que o principal motivo é porque agora o governo não são mais pessoas que lutam pelo bem comum somente pelos próprios e que depois nós ficamos de braços cruzados assistindo passivamente essas coisas acontecerem.

As maiores conquistas  do mundo foram atingidas por homens cansados que nunca deixaram de trabalhar (...).


Isaque de Freitas...