sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Escola Nicolau Dino promove em Grajaú a 2ª Feira de profissões com um tema inovador: "Matematicando com as engenharias"


Em um dia onde outros eventos escolares estavam acontecendo e véspera de outros, a 2ª Feira de Profissões do Nicolau Dino deste ano de 2017, garantiu cerca de 1000 visitantes durante todo o dia que se entretinham com os 8 espaços de profissões que contavam com excelentes arranjos equipes preparadas para deixar o públuco informado e curioso. O evento se apresentava como "parte integrante dos eventos referente ao Biênio da Matemática no Brasil e no Maranhão. O foco principal está na abordagem diferenciada a respeito da Engenharia, tendo-se escolhido oito áreas desta profissão para retratar informações
pertinentes e úteis aos visitantes. O evento pretende ainda, fazer uma exposição interativa com os conhecimentos matemáticos aplicados nas variadas formas lúdicas e desenhos geométricos." O espaço da Escola Nicolau Dino se transformou em um divertido atrativo para quem queria testar seus conhecimentos e ainda ser premiado caso acertasse as perguntas. Com designer atraente, pessoal acolhedor, oferta de informações a respeito das profissões nas áreas de engenharias. 

A 2ª Feira de Profissões Matematicando com as Engenharias promovida Pela Escola Nicolau Dino, alcançou uma envergadura surpreendente. A equipe de professores  estão de parabéns por terem se dedicado na realização deste evento, os alunos que se envolveram diretamente foram grandes anfitriões para quem visitou o prédio e as salas das profissões.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Poder Público Municipal de Grajaú-MA, tenta ganhar no...

Poder Público Municipal de Grajaú-MA, tenta ganhar no cansaço manifestantes SEM TETO, que desejam apenas, possuir um lar para morar.


Resistindo à negligência do poder municipal, pelo 15º dia consecutivo, algumas das mais de 100 famílias de diversos lugares do município de Grajaú, beneficiárias do programa minha casa minha vida, insatisfeitas com a demora em acontecer a chamada pública para assinatura dos contratos e entrega das chaves, fato que legitimam os mesmos neste programa habitacional, mantêm ocupada a Câmara de Vereadores como forma de pressionar as autoridades competentes na agilidade desse processo, em um movimento autodenominado “OCUPA CÂMARA POR UM TETO”
"Se morar é um direito, ocupar é um dever". Com esse provérbio os líderes do movimento em cerca de 20 famílias num total de 60 pessoas, incluindo crianças, apesar de ficarem durante o dia, pernoitam no recinto da casa legislativa do município e se entusiasmam em permanecer no local por tempo indeterminado até que as decisões do poder público estejam a seu favor. Informam que “pelo cansaço eles não vão ganhar”. O medo dos beneficiários, segundo relatam os integrantes do movimento, é de “o prazo ficar sendo protelado para serem atendidos somente ano que vem e servir como marketing eleitoreiro além de obrigar essas famílias sem teto a pagarem aluguel todo esse tempo sem uma certeza que lhes deem esperança”.  Apoiados por cerca de 10 parlamentares dos 15 que ocupam a casa e outros parceiros da cidade, os ocupantes se sentem entusiasmados para continuarem pressionando.

Por outro lado, lamentam não ter nenhuma nota divulgada da Igreja Católica, nem das Igrejas evangélicas, não somente por considerarem que as Igrejas devem ser parceiras dos pobres, mas, sobretudo por que os integrantes do manifesto são pessoas de vários seguimentos religiosos. Na lista das instituições que se omitem de apoiar o manifesto, entra os sindicatos de categorias sociais entre eles o sindicato dos Trabalhadores Rurais de Grajaú. Para eles, estas entidades que deveriam representar os excluídos, estão “excluindo os excluídos”. Agradecem, porém, integrantes da Pastoral da Criança da Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Setor Exportara por seu apoio ao movimento.


Além disso, apontam como uma das principais revoltas a divulgação inescrupulosa em matéria impressa do Jornal Cidades-JC, onde o excelentíssimo prefeito Mercial e o gerente do Banco do Brasil aparecem anunciando a entrega das casas populares, dando a entender que todos os procedimentos legais já haviam sido tomados. Vivendo outra realidade, os integrantes se declaram com motivos de sobra para exigirem o rápido atendimento de seus anseios.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Pastorais sociais da Igreja Católica, na Diocese de Grajaú - MA, realiza pela primeira vez, concentração pela Marcha dos Excluídos.

Como iniciativa crítica para a atual situação política de nosso País, as Pastorais Sociais da Diocese de Grajaú, mais especificamente da referida cidade, realizaram no dia 7 de setembro audacioso evento da Marcha dos Excluídos. Placas de "FORA TEMER", "FORA LIXÃO" e um mosaico com o nome dos Deputados Maranhenses traidores do povo, ficaram à exposição no evento. "Hoje é o dia da farsa! Isso mesmo, FARSA. Afinal, somos livres do que mesmo?" com questionamentos deste tipo discutiu-se que independência pressupõe emancipação econômica e política dos povos, para se referir sobre uma qualidade de moradia, saúde educação, e assistência pública pelo menos perto do mínimo necessário.
"Por que desfilar nas ruas com roupas caríssimas, ao som de uma marcha militar? Para simbolizar nossa liberdade?" O tom crítico se ressoa quando se reflete o quadro social arrasador que as populações do campo e os trabalhadores de modo geral vêm sofrendo. –Está mais para perpetuar gesto de obediência à "nação rica", sim! Aqueles que estão na lava jato, aqueles que gastam nossos recursos sem planejamento, àqueles que são tomados pela corrupção e dizem ser nossos representantes, aqueles que quando pensam em um grande projeto político veem apenas a alienação da grande massa em torno de um cabo eleitoral–, bradavam a maioria daqueles que se pronunciaram.
É revoltante ter que aceitar, mas é verdade. As ações de nosso governo golpista de maneira geral, em todas as esferas e em todos os poderes, estão chegando ao cumulo da corrupção. Atitudes como a criação de mais usinas hidrelétricas ao contrário do uso de energias sustentáveis como eólica ou solar causarão o fim de nosso sustentáculo ambiental em condições que já não são normais; sem falar no projeto assassino da vida, MATOPIBA, que pretende transformar o cerrado em um canteiro de monocultura para o sustento dos grandes capitalistas. Terceirizar os empregos públicos é o mesmo que desresponsabilizar o governo de seu papel; e o que dizer do projeto de regularização fundiária, que porá as terras de reforma agrária na mira do agronegócio?
Esses exemplos são apenas para instigar a reflexão das consequências que os gestos governamentais estão causando. 
Hoje percebe-se que a repetição do enunciado: "tenho orgulho de ser brasileiro", estaria apenas divulgando uma ideologia falsa e terceirizada pela mídia. Seria mais cabível que esse orgulho viesse de uma sensação de realização pessoal e social que está estreitamente ligado às ações políticas que infelizmente não estão colaborando. Não é demais enfatizar que esta tomada de consciência dos leigos deve está sobretudo dentro da igreja, que não está dispensada de ser reprodutora da desigualdade, da opressão e omissão da verdade por parte dos nossos sacerdotes. Os leigos devem está atentos, pois muitos padres sentam na mesa dos carnífices dos pobres.
Quer ouvir meu grito? Eu dou. Abaixo dia da farsa, e avante MARCHA DOS EXCLUÍDOS.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

GOVERNO GOLPISTA QUER PRIVATIZAR A PREVIDENCIA SOCIAL E JOGAR TODO PESO NAS COSTAS DOS TRABALHADORES, EM ESPECIAL DO CAMPO!

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I-A situação:

O Governo golpista de  Michel Temer encaminhou ao Congresso Nacional a  proposta de Lei (PEC 287) para a Reforma da Previdência Social no Brasil.
Para  a opinião publica diz que a previdência  é deficitária.   Isso é uma mentira. Vários pesquisadores da  Universidade e o sindicato dos auditores fiscais do INSS,  afirmam de que o orçamento da seguridade social, é positivo.   E apenas fica deficitário quando o governo não paga sua parte, porque privilegia pagar os juros aos bancos.
Essa conversa de déficit, nós já ouvimos no governo Collor, depois FHC.  Passaram-se quase trinta anos e a previdência não quebrou.
O verdadeiro objetivo da reforma é  para privatizar a previdência e entregar os trabalhadores aos bancos.   Com a nova lei, se aprovado, os trabalhadores vão desanimar em se aposentar pela previdência publica e migrarão para planos de previdência dos bancos.     Com isso os bancos vão recolher contribuições mensais de milhões de pessoas, sem pagar nada de juros, apenas com a promessa de devolver em aposentadoria depois de 35 anos.   Não há forma mais barata dos capitalistas tomarem dinheiro do povo, do que a previdência privada.
O segundo grande objetivo é desvincular os benefícios e apoios da previdência do salário mínimo.    Assim, no futuro o ministro da fazenda por portaria vai fixar o valor, de acordo com os interesses do governo.  Vocês podem imaginar o que vai acontecer.
O governo é tão oportunista em sua reforma, quer entregar apenas os trabalhadores pros bancos.   E deixou fora da reforma, os militares das forças armadas, os membros das Policias Militares  e os servidores do poder judiciário, que continuarão com as mesmas regras e alguns privilégios atuais.
II- Principais mudanças propostas que atingem a todos trabalhadores do campo
     As principais mudanças que atingem todos os trabalhadores/as são o aumento da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos de idade para homens e mulheres e tempo de serviço necessário de 49 anos de trabalho para ter direito a aposentadoria integral.
            Em relação aos agricultores/as familiares, camponeses/as e trabalhadores/as rurais as mudanças propostas são radicais e profundas:
            1 - Extingue a figura jurídica de segurado especial, sistema solidário/contributivo de Previdência, criado ainda nos Governo Militar e consolidado com a Constituição de 1988, que garante uma aposentadoria de um salário mínimo para os homens, aos 60 anos e para as mulheres aos 55 anos, com a comprovação de atividade agrícola por no mínimo 15 anos.
            2 - Obriga os agricultores/as familiares,  camponeses/as e trabalhadores/as rurais a ingressar no sistema do INSS, com pagamento mensal em dinheiro, para ter acesso à aposentadoria aos 65 anos, com a comprovação de pagamento de INSS por 25 anos.     O valor da contribuição mensal dos trabalhadores do campo, será fixado por lei complementar.  Comenta-se na Camara dos deputados que a proposta é de 5% sobre o salário mínimo, que daria uma contribuição de 45,oo reais por mês!
            3 - Os Benefícios de Prestação Continuada, que hoje é concedida a pessoas idosas pobres com mais de 65 anos que não tem acesso aos benefícios previdenciários, e para Pessoas com Deficiência que recebem um Salário Mínimo Mensal, pelo Projeto Golpista, aumenta a idade para 70 anos e desvincula o benefício do Salário Mínimo.
Há hoje 4,5 milhões de pessoas que  sobrevivem com um mínimo de dignidade com porque estão recebendo um salário mínimo por mês.   As condições de vida corre risco, e o governo sabe que são os menos organizados para poder protestar!
            4 - As pensões por viuvez serão reduzidas a 50% e do salário mínimo e não podem mais ser acumuladas com a aposentadoria.     De novo, o governo não mexe nas aposentadorias das viúvas de políticos, militares e do poder judiciário que seguem ganhando a vida toda, valores abusivos.
            5 - Se aprovada á lei, os agricultores/as familiares, camponeses e assalariados rurais que não estiver em dia com a contribuição mensal, não terá acesso ao auxílio doença, aposentadoria por invalidez e nem licença maternidade.
            6-  Os assalariados rurais que deveriam ter a contribuição desde hoje, pagas pelos patrões, estão a mercê, pois somente 36% dos trabalhadores assalariados rurais, tem carteira assinada e seus direitos  recolhidos pelos patrões.

III- AS  CONSEQUENCIAS   DA REFORMA DA PREVIDENCIA NO CAMPO
Os impactos dessa reforma serão tremendos em todo interior do Brasil:
1.    As conseqüências sociais destas medidas só podem ser descritas como crueldade, desrespeito, perversidade e violência social.         Os mais violentados são os idosos, as pessoas com deficiência, os doentes e as mulheres.
2.  Vocês podem imaginar um trabalhador do campo, contribuir 5% do SM por mês, durante 49 anos, para poder se aposentar de forma integral aos 65 anos?   Teria que começar aos 16 anos e pagar sem parar, sem ficar desempregado.
2. As consequencias para o comércio local, a renda e a viabilidade econômica dos pequenos e médios municípios do interior do Brasil serão enormes, pois se a lei for aprovada, por dez anos não haverá novos aposentados diminuindo a renda em todas as atividades econômicas destes municípios.   Estudos publicados nos últimos dias, revelaram que  há 500 municípios no Brasil, de que 25% de toda renda local é originaria dos benefícios da previdência.
3.  Milhões de trabalhadores do campo perderão dez anos de sua vida, tendo que seguir trabalhando.   E certamente quando se aposentarem não terão mais condições de vida digna, pelo baixo valor a receber.
4.  Os pesquisadores do campo denunciam de que a conseqüência mais grave será um aumento do êxodo rural em todo pais, em que os trabalhadores ao ficarem com pouca força pro trabalho, e sem aposentadoria  migrarão para as cidades.    Está em jogo por tanto, o próprio futuro da classe camponesa.


IV-  DENUNCIAMOS

Diante de tão grave ataque aos direitos dos trabalhadores  duramente conquistados ao longo de cem anos de lutas e consolidados na constituinte de 1988,  é que todos os movimentos do campo,  CONTAG, CONTRAF, MAB, MAM, MCP, MMC ,MPA,  MST,  Sindicatos dos assalariados rurais,  movimento dos quilombolas, as organizações dos povos indígenas e as pastorais sociais que nos acompanham,  resolvemos denunciar essa situação, e juntar todos os esforços possíveis para barrar a reforma da previdência.

E acordamos,
1.     Denunciar esse governo golpista que alem de ilegítimo,  tem a maioria dos seus ministros aposentados aos 53 anos, com valores acima de 15 mil reais por mês.  Assim, como os membros do judiciário, que deveriam nos ajudar a garantir a lei.    Ou seja, essa elite, acostumada a assaltar os cofres públicos com seus privilégios, não tem moral nem o poder de retirar os direitos de quem trabalha duramente para tambem alimentá-los, todos os dias.
2.     Os trabalhadores rurais, na suas mais diferentes categorias de agricultores/as familiares, camponeses/as, comunidades quilombolas e assalariados rurais, produzem todos os alimentos que vai para mesa do brasileiro.   Contribuem com 2% sobre toda produção, que é resultado do seu trabalho.  
3.     As empresas transnacionais que exportam a produção agrícola e o agronegócio não pagam nada de INSS e nem ICMS  sobre as exportações (lei Kandir) e isso está levando as contas publicas dos estados agrícolas a falência.
4.     As dividas das grandes empresas para o INSS por fraude somam bilhões, que o governo se recusa a ajuizar, como denunciam os fiscais da receita federal, porque são seus protegidos e amiguinhos.   Uma só usina de Goiás, a Santa Helena, fraudou e tem uma divida de 1,2 bilhões de reais.
5.     Ou seja, se faltasse dinheiro pro INSS, o que não está comprovado, o governo poderia:destinar recursos hoje  utilizados para pagar juros aos bancos, que consomem 400 bilhões de reais por ano; poderiam ajuizar os grande devedores do INSS; poderia aumentar a alíquota para as empresas e exportações; e poderia cortar todos os privilégios que existem entre juízes, e aposentadorias acima do valor máximo do INSS, que é de dez salários mínimos.
            V- Diante disto, os Movimentos do campo,  DEFENDEMOS:
 1. Rejeitar e  combater com todos os nossos meios e forças de pressão, este projeto perverso;  CONCLAMAMOS A toda nossa base, a lutar, se mobilizar.   Ocupem as prefeituras, pressionem os prefeitos e políticos locais a pressionarem os deputados da região para que eles votem contra a reforma da previdência.
2. A garantia Constitucional da Legislação de Segurado Especial, para os trabalhadores do campo, povos indígenas e comunidades quilombolas, assim como os militares também tem regime especial, em função da natureza do seu trabalho.  E a manutenção do salário minimo como referência básico para qualquer benefício;
3.  Os atuais limites de idades para acesso aos benefícios;
4. Exigimos que o governo apresente publicamente as contas da seguridade social , pois isso comprovaria a fraude que essas representam, alem de publicar a lista de todas as empresas devedoras do INSS;
5. Exigimos que o governo explique porque não mexe nos juros e outros pagamentos  ao capital,  ao invés de retirar direitos dos mais pobres, mulheres, pessoas com deficiência como saída para “resolver” as questões da previdência.

FORA TEMER!
Contra a  reforma da Previdência social!
Vamos à luta, em todo Brasil
Janeiro, de  2017


terça-feira, 1 de novembro de 2016

As potencialidades e as implicações que circundam o “ser jovem”

Artigo de opinião, 29/10/2016
Isaque de Freitas

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Quando menciona-se o termo “potencialidades”, tenta-se referir a vários tipos de forças e talentos despertados de forma voluntária ou mediada no processo de maturação do jovem. Tais potencialidades são uma espécie de energia operante que pode ser usada para realizar “qualquer coisa” que a pessoa queira, e esta, em idade juvenil, tem um nível de potencialidades ainda maior.
Por outro lado o mesmo termo pode designar um estado onde esta energia operante esteja congelada, em uma forma inexplorada, ou pouquissimamente explorada, condicionando ao individuo um estado de má formação psicológica e social. Dessa forma, percebe-se que somente a doutrinação, que acontece com a ajuda dos meios educativos a que estes jovens mantêm contato, é capaz, e tem a responsabilidade de ajudar a despertar estas potencialidades jazidas na pessoa do jovem.
Agora a questão é outra: para se falar das implicações circundantes na vida dos jovens, deve-se partir da ideia anteriormente dita sobre suas potencialidades. É sabido que o fator biológico condiciona ao jovem ter, adrenalina, pré-disposição para a curiosidade, para a criação, para a externarão dos talentos, para a interação, para o relacionamento, para a autopromoção etc. E é aqui, neste ponto, que emana a principal reflexão: as potencialidades do ser jovem, podem ser despertadas de forma positiva e negativa, de acordo com o que pode ser chamado de fato gerador de instrução. Voltando ao exemplo sobre os meios educativos, nota-se: que se o individuo jovem, desenvolve-se em uma família que é auto-doutrinada para o bem, e esta família ajuda seus filhos na educação secundária da igreja, tem-se parte do caminho andado para a formação de um jovem que usa suas energias operantes para produzir efeitos bons na sociedade.
Contudo, uma terceira parte do processo educativo destes jovens é essencial para orientá-lo no uso de suas forças inatas: a escola, que já conhecemos sua trajetória de insucessos. E para não aprofundar neste campo será detalhado algumas das principais implicações que os jovens enfrentam pela falha das três instituições mencionadas.
O populismo como diz o jornalista Uruguaio Eduardo galeno, consiste na noção de patriotismo internacional, e ao invés de trazer vantagens, nos leva apenas à imitação ideológica dos costumes capitalistas do chamado governo mundial. “Isso significa que não vamos nos defender com legitimidade, nem escolher como queremos ser, ter ou fazer, pois alguém vai sempre decidir por nós”.
Ideologia do ser
Os jovens estão sendo bombardeados pela influência alienante da mídia presente, sobretudo na produção de bens de consumo, idealizando um modelo de pessoa a ser alcançado por todos, baseado no estilo, na moda, na idolatria de pessoas famosas, na governança da beleza, etc.
Ideologia do ter
Neste processo de imitação do modelo ideal de ser, “ter” torna-se uma prerrogativa da sociedade contemporânea. Para ser sintéticos, imagine-se que nossos jovens vitima desse processo, desejam como regra infalível ter: um celular da moda, ter uma moto, ou carro, ter dinheiro (às vezes sem o uso do trabalho), ter reconhecimento (no caso dos posts variados nas redes sociais),  ter muitos amigos, ter fãs etc. isto para não falar do restante.
Ideologia do fazer
O que é possível destacar para este tópico é, em especial, o efeito nefasto da ideologia dos donos do poder, que usam a escola como ferramenta para aparelhar a criação de técnicos que servem ao capital. Contudo a atividade de pensar, de refletir, de produzir efeitos sociais revolucionários, sonhar com um mundo justo e lutar por ideais, fica reprimido no meio de um processo pedagógico camuflado nas propostas dos servidores públicos, municipais, estudais e federais.
Assim eles querem usar os talentos empíricos desses jovens para doutrina-los a seguir modelos que favorecem dois lados: a manutenção de uma elite soberana que cria e produz o material cultural, e outra classe que imita e consome “passivamente” tudo que produzir essa elite. Para eles, é melhor uma massa de seguidores que compram e usam roupas propagandas, produtos supérfluos do setor cosmético, para divulgar suas marcas, e fortalecer seus impérios.

A saída então é as duas instituições matrizes da boa educação (a família tradicional e a Igreja) se darem conta que podem gerar bons filhos, e Bons cristãos, e estes podem sonhar, idealizar e lutar por uma escola que complete o caminho que o jovem deve percorrer para contribuir na formação de uma sociedade já idealizada por Jesus Cristo, onde “o reino de Deus esteja mais próximo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

POLÍTICA, UM POUCO DE REFLEXÃO.

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Para Fanon, as pessoas tem uma tendência natural à relutância, ao passo que, se o parafrasearmos, possuem uma tendência "naturalizada" a ser líderes e a dominar, em oposição factual, de às vezes, serem dirigidas, dominadas e deixar-se alienar.



É facilmente inteligível, que as conquistas burguesas, ao longo da história, têm precedentes em duas faces distintas e interconectadas: para exemplificar o resultado de perda ou vitória entre dominador e dominado, uso a metáfora, de dois lutadores de boxe sem os códigos de ética do jogo, um deles (de aspecto fraco) vence o oponente (de aspecto forte) e o deixa caído no chão; a atitude do vencedor é um tanto de cortesia, ao passo que, já vencedor, tenta ajudar seu amigo (ou oponente) a se levantar. É nessa parte da luta que jaze um segredo reflexivo de relações mútuas. O fato de o oponente estar caído no chão pode pressupor que ele está vencido, e é obvio em um primeiro momento; mas nada impede que de maneira dissimulada, ele esteja fingindo estar vencido, para no momento oportuno dar seu golpe fatal. 
As lutas de classes tem sido motivos de grandes conquistas e fracassos ao longo dos tempos. Mas o que quero enfaticamente, e até com um caráter sintético é extrair as duas faces da situação: apesar de vencedor, a aproximação com o oponente deve ser sob medida. 
Assim, NAS LUTAS SOCIAIS, onde as classes menos favorecidas apenas gozam de algumas ações do governo pelas lutas incansáveis, os sangues derramados e as incessantes cobranças (isto é óbvio), PERMANECE um agravo interno, que desfavorece a emancipação e a vitória verdadeira dos povos proletários, trabalhadores rurais, sindicalistas etc. (para fazer referência ao lutador de caráter mais fraco); ao passo que FAVORECE a supremacia e hegemonia do outro lado da luta: os dominadores e os opressores ( para fazer referencia ao lutador de caráter forte).
Com esses exemplos, entendo que, duas forças precedentes, não naturais, porém naturalizadas, garantem o sucesso das classes dominantes: de um lado está todas as estratégias de dominação, e a posse hereditária do poder, na iniciativa pública e na iniciativa privada, ou na convergência de ambas. De outro lado está a classe dominada, não totalmente organizada, onde as forças midiáticas dissimuladas e as estratégias neolinguísticas e discursivas contribuem para o SURGIMENTO DE PESSOAS, das classes desfavorecidas, que se deixam alienar-se (às vezes de maneira consciente), e praticam as mesmas ações do dominador. Tais pessoas são usadas como massa de manobra, para minar a organização da sociedade civil.
Em síntese, não é por causa do aspecto forte do nosso oponente nem é por causa do aspecto fraco das classes pobres, proletárias e trabalhadoras rurais que não temos uma sociedade mais justa, partilhada, progressista, segura, produtiva e emancipada, (vencedora), é  INDISCUTIVELMENTE por causa do apego e da alienação aos costumes do dominador, por parte de alguns dos dominados, uma arma voluntária (um gol contra) dentro do processo de luta de classes.


                                                                                                                                       Isaque de Freitas